quinta-feira, 28 de abril de 2011

Ministro confirma que há atraso no serviço de internet banda larga em escolas públicas

Apesar de a Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) ainda não ter apresentado o relatório final sobre a instalação de banda larga nas escolas públicas, o ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, adiantou haver indícios de que a empresa Oi não esteja entregando o serviço na velocidade acordada, que é 2 megabits.
“De fato pedimos à Anatel que fizesse uma investigação. Não há ainda relatório definitivo, mas tudo indica que há atraso em algumas regiões, no que se refere à velocidade”, disse o ministro, após participar de audiência pública na Câmara dos Deputados, referindo-se à empresa Oi.
No entanto, Paulo Bernardo disse considerar justificável o fato de a meta de conectar todas as escolas não ter sido cumprida. “Tínhamos de fechar o ano passado com todas as escolas conectadas, com velocidade de 2 megabits. Isso não foi feito. Em parte, se justifica porque tivemos um aumento do número de escolas. Eram 55 mil e, agora, estamos com 64 mil”, justificou o ministro.
Segundo ele, o censo apresentado durante a negociação com as empresas estava defasado. “Quando fizemos a negociação, havia uma defasagem de pelo menos 9 mil escolas que foram [posteriormente] acrescentadas. Portanto, achamos razoável o atraso, pelo menos nesse aspecto. Mas, sobre a discussão da velocidade, vamos esperar o relatório da Anatel para conversar com as empresas”, completou.

Prova que pode aumentar salário de professor paulista acontece em julho


Rafael Targino
Em São Paulo
O secretário da Educação de São Paulo, Herman Voorwald, disse nesta quinta-feira (28) que a prova de de promoção por mérito acontece no mês de julho. As inscrições começam em maio. É esse exame que define quais profissionais da educação receberão aumento salarial. As inscrições
A prova, que é um teste para “ascensão na carreira”, é feita por professores que atendam determinados critérios, como tempo de sala de aula na mesma escola e assiduidade. Até o ano passado, somente os 20% melhor classificados no exame recebiam o aumento. Segundo Voorwald, o edital da prova, com as regras deste ano, “está pronto” e sai na próxima semana.

Em relação à política de bônus –em que o professor pode ganhar um adicional de acordo com seu desempenho durante o ano–, Voorwald disse que a manutenção dela“não se discute”, apesar de 2010 ter registrado o menor pagamento aos docentes desde o início do programa.  “[É necessário] Ter bônus para a manutenção do sistema”, disse. Na próxima semana, afirmou Voorwald, a secretaria deve começar discutir ajustes no Idesp (Índice de Desenvolvimento da Educação do Estado de São Paulo).

Política salarial

O secretário afirmou que o governo estadual deve anunciar nas próximas semanas uma nova “política salarial” para os professores da rede. No entanto, Voorwald se esquivou quando perguntado quanto seria o índice de reajuste a ser proposto para os docentes, e disse que esse anúncio ficará a cargo do governador Geraldo Alckmin (PSDB).

Ampère, Biot, Savart e Gauss


Outras leis do eletromagnetismo

João Freitas da Silva*
Especial para a Página 3 Pedagogia & Comunicação
Hans Christian Öersted, nascido na Dinamarca, realizou a experiência que representa um marco no estudo da eletricidade e do magnetismo: ele percebeu que a corrente elétrica está associada a um campo magnético. Pouco tempo depois, o inglês Michael Faraday e o norte-americano Joseph Henry constataram que a variação de um campo magnético está associada a uma corrente elétrica.

Associadas a essas duas descobertas, surgiram outras importantes experiências, desenvolvidas por diferentes cientistas, e que deram origem às leis do eletromagnetismo:

A Lei de Ampère

Logo após a descoberta de Öersted, o físico francês André-Marie Ampère formalizou a relação entre corrente elétrica e campo magnético por meio de uma lei que ficou associada ao seu nome. Essa lei diz que cargas elétricas em movimento estão associadas a campos magnéticos ao seu redor e relaciona quantitativamente correntes elétricas e campos magnéticos em determinada região do espaço.

Em alguns casos, essa lei permite o
cálculo da intensidade do vetor campo magnético de maneira mais simplificada. Graças a essa lei, podemos determinar a intensidade do vetor campo magnético num ponto P à distância r de um condutor retilíneo (considerado de comprimento infinito), percorrido por uma corrente elétrica contínua de intensidade i, por meio da expressão: .

Uma observação importante em relação a essa lei é que, com a formulação utilizada, não é calculado o campo magnético total associado à corrente, mas, sim, uma parcela desse campo. Em dois casos apenas essa parcela coincide com o campo total: no caso de um fio retilíneo e do solenóide.

A Lei de Biot-Savart

Essa lei, que recebeu o nome dos físicos franceses Jean-Baptiste Biot e Félix Savart, considera que a intensidade do vetor campo magnético total pode ser calculada somando-se as contribuições dos campos magnéticos associados a vários trechos de um fio que apresente corrente elétrica.

Sem entrarmos em muitos detalhes em relação ao cálculo matemático utilizado para chegar à relação final, a intensidade do vetor campo magnético total pode ser obtida por meio da seguinte relação: . Onde:

= representa a intensidade do campo magnético total;
= representa a soma de cada parcela da variação do campo magnético;
= somatório;
= trecho do fio com corrente ;
= o módulo ou intensidade do vetor , que representa a posição em relação ao ponto do espaço onde será calculada a intensidade do campo magnético;
= ângulo entre a direção da corrente elétrica em e ;
= constante do meio que envolve o fio.

No caso do fio retilíneo e do solenóide, tanto o cálculo feito por meio da lei de Ampère quanto o cálculo realizado por meio da lei de Biot-Savart devem chegar ao mesmo resultado.

A Lei de Gauss

Essa lei nos diz que é impossível separar os pólos de um ímã, ou seja, sempre que quebrarmos um ímã, cada um dos novos pedaços obtidos apresentará um pólo sul e um pólo norte. Assim, podemos afirmar que não ocorre nas cargas magnéticas o que acontece com as cargas elétricas, em que temos uma carga positiva e outra negativa.
 ciencia.hsw.uol.com.br/imas1.htm
Ao quebrarmos um ímã em pedaços menores, cada pedaço será constituído por pólos norte e sul.


Esses campos têm suas origens relacionadas às cargas em movimento. Em relação às linhas de campo magnéticas, a Lei de Gauss afirma que não existe lugar para as linhas de campo magnético nascerem ou morrerem. Ou seja, o campo magnético só pode ser representado por linhas fechadas, para as quais não existe início ou fim, embora, na prática, utilizemos a idéia de que essas linhas nascem no pólo norte e morrem no pólo sul.

Referências bibliográficas

  • Física. Wilson Carron e Oliveira Guimarães, Editora Moderna, 2ª edição, São Paulo, 2003.

  • Física. Alberto Gaspar, Editora Ática, 1ª edição, São Paulo, 2005.

  • Física 3: eletromagnetismo. Grupo de reelaboração do ensino de física, Edusp, 3ª edição, São Paulo, 1998.

  • Física - Eletromagnetismo e física moderna. Paulo César M. Penteado e Carlos Magno A. Torres, Editora Moderna, São Paulo, 2005.

  • Física - módulo 4 - eletricidade e magnetismo. Pró-universitário. Secretaria de Educação do Estado de São Paulo, USP, 2004.

  • Física no cotidiano - volume 3. Paulo T. Ueno, Editora Didacta, São Paulo.



  • *João Freitas da Silva é professor de física e mestrando em ensino de física pela USP.

    Regra de três composta


    Como resolver e exemplos

    Carlos Alberto Campagner*
    Especial para a Página 3 Pedagogia & Comunicação
    As regras de três são utilizadas quando você tem a relação de dados que guardam, entre si, razão de proporcionalidade. Elas podem ser regras de três simples, quando há apenas duas grandezas (quantidade de farinha e número de ovos para um bolo, número de operários e de dias para terminar uma obra), ou compostas, quando há mais de duas grandezas envolvidas no problema.
    Exemplo: 12 tecelões em 90 dias de trabalho com jornada de 8 horas diárias produzem 36 m de carpete. Quantos dias levarão 15 tecelões para fazer 12 m de carpete com o dobro da largura, trabalhando 6 horas por dia?
    A incógnita, ou seja, o dado que você quer descobrir, é o número de dias - representado por x. Esquematizando:
    Operários
    Dias
    Horas/Dia
    Metros
    12
    90
    8
    36
    15
    x
    6
    24

    O problema falava em 12 metros de carpete e não em 24. Para facilitar o cálculo, dobrou-se o comprimento. Assim, não se acrescentou uma nova grandeza, a largura. Afinal, dobrar uma das dimensões do tapete é o mesmo que dobrar a outra, concorda?

    Determinação da proporcionalidade direta e inversa

    A primeira providência é o estabelecimento de direção de proporcionalidade entre cada grandeza e a grandeza a ser determinada.
    Começando com a dos operários:

    Operários
    Dias
    12
    90
    15
    x

    Com o aumento do número de operários, a quantidade de dias deve diminuir: logo, trata-se de uma relação inversamente proporcional. Nesse caso, deve-se inverter a coluna dos operários:

    Operários
    Dias
    15
    90
    12
    x

    Assim, provisoriamente, tem-se:

    Operários
    Dias
    Horas/Dia
    Metros
    15
    90
    8
    36
    12
    x
    6
    24

    Agora, a coluna dos dias:

    Dias
    Horas/Dia
    90
    8
    x
    6

    Quanto mais horas trabalhadas por dia, menos dias são necessários. Logo:

    Dias
    Horas/Dia
    90
    6
    x
    8

    Provisoriamente:

    Operários
    Dias
    Horas/Dia
    Metros
    15
    90
    6
    36
    12
    x
    8
    24

    Agora a última coluna:

    Dias
    Metros
    90
    36
    x
    24

    Quanto mais dias trabalhados mais metros produzidos. Ou seja, duas grandezas diretamente proporcionais. Logo, não se mexe na última coluna:

    Operários
    Dias
    Horas/Dia
    Metros
    15
    90
    6
    36
    12
    x
    8
    24

    Analisando coluna por coluna, vê-se:

    (a)
    Operários
    Dias
    15
    90
    12
    x


    (b)
    Dias
    Horas/Dia
    90
    6
    x
    8


    (c)
    Dias
    Metros
    90
    36
    x
    24

    Multiplicando-se em cruz em (a):

    reprodução

    Em (b):

    reprodução

    Em (c):

    reprodução

    Comparando as três operações, constata-se que fazem parte do numerador os números: 90, 12, 8, 24 e do denominador: 15, 6, 36. Logo:

    reprodução

    Serão necessários 64 dias de trabalho para fazer a quantidade de carpete solicitada.


    *Carlos Alberto Campagner é engenheiro mecânico, com mestrado em mecânica, professor de pós-graduação e consultor de informática.

    quarta-feira, 9 de março de 2011

    7 fatos sobre as mulheres


    Redação Super 8 de março de 2011
    por Maria Gomes
    COLABORAÇÃO PARA A SUPERINTERESSANTE
    Para muita gente, 8 de março é apenas um dia em que mulheres recebem flores na saída de restaurantes e lojas. A data, porém, marca mais de um século de movimentos pela emancipação das mulheres. Foi nesse dia, em 1857, que operárias fizeram marcha em Nova York por redução da jornada e igualdade salarial entre homens e mulheres. Parte dos relatos dá conta de que elas foram trancadas e queimadas após o movimento. Em 1917, na mesma data, trabalhadoras de Petrogrado fizeram greve às vésperas da Revolução Russa. 8 de março, portanto, é um dia que não pode ser passado em branco. Em homenagem ao Dia Internacional da Mulheres, listamos 7 fatos sobre elas.
    Apanham a cada 2 minutos
    Em 2006, o ex-presidente Lula sancionou a Lei Maria da Penha, que pune agressões contra mulheres ocorridas no âmbito familiar. Ainda assim, cinco mulheres apanham a cada dois minutos no Brasil, segundo pesquisa da Fundação Perseu Abramo em parceria com o Sesc.  Há 10 anos, o cenário era ainda pior: oito mulheres eram agredidas no mesmo tempo. Ainda que a lei preveja até prisão para o agressor, os números mostram que intimida muito pouco os que cometem este tipo de violência.
    Falam 20 mil palavras por dia
    Não, não é só impressão. As mulheres falam bem mais e mais rápido que os homens. De acordo com pesquisa da psiquiatra americana Louann Brizendine, são nada menos que 20 mil palavras por dia, enquanto os homens se conformam com meras 7.000.  E as mulheres ainda falam duas vezes mais rápido. Pudera! Para dizer 1.250 palavras por hora (20 por minuto), se considerarmos uma pessoa que dorme 8h por dia, tem que ser rápido mesmo.
    Desigualdade ainda impera
    Ainda que as mulheres sejam maioria no Brasil, elas ganham menos até quando ocupam os mesmos cargos no mercado de trabalho. Por diferenças como essa, o Brasil ocupa o 85º lugar em ranking que mede a desigualdade de vida entre os sexos em 134 países, segundo o Relatório Global de Desigualdade de Gêneros, apresentado no Fórum Econômico Mundial no ano passado. O ranking considera participação na economia, no mercado de trabalho, na política, entre outros fatores. Na questão da renda, por exemplo, a média anual do que as mulheres recebem no Brasil é de R$ 12 mil, enquanto os homens ganham cerca de R$ 20 mil.
    Gastam mais de R$ 600 com sapatos por ano
    A pesquisa foi feita no Reino Unido, mas não dá para dizer que o resultado seria muito diferente por estas bandas. Segundo estudo da empresa Gocompare.com, as britânicas compram uma média de sete pares de sapatos por ano, desembolsando cerca de 245 libras (R$ 663) para isso. Uma mulher pode até dizer que se contenta com dois pares por ano, mas com certeza conhece outra que não sai de um shopping sem uma caixinha de sapato.
    São sub-representadas
    Em 2010, o Brasil elegeu sua primeira presidente mulher, após 39 homens ocuparem o cargo. Mas, se no poder Executivo elas estão representadas, não se pode dizer o mesmo no Legislativo, onde de fato o papel do congressista é a representação da sociedade. Na Câmara, as mulheres ocupam apenas 8,6% das cadeiras, no Senado são 16%. A Lei Eleitoral prevê que partidos e coligações tenham pelo menos 30% de seus candidatos do sexo feminino nas eleições para o Congresso. O problema é que, mesmo quando a lei é cumprida (o que nem sempre acontece!) os votos em mulheres ainda são escassos. Será falta de confiança ou puro preconceito?
    Estudam mais que os homens
    De acordo com o IBGE, as mulheres estudam por mais tempo que os homens. Dados do Pnad (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios) divulgados no ano passado apontam que a média de tempo de estudo da população feminina acima de 15 anos é de 7,4 anos, enquanto o da masculina fica em 7,1. Na faixa etária de 20 a 24 anos, a diferença é maior: as mulheres estudaram 10 anos e os homens, 9,3.
    Ainda são mutiladas
    Cerca de três milhões de meninas correm risco de sofrer mutilação genital (remoção parcial ou total do órgão genital), segundo a Organização Mundial de Saúde. A prática é adotada em pelo menos 28 países (como Egito, Quênia e Sudão). Geralmente feita de maneira precária e sem anestesia, o procedimento é considerado pelos grupos que o adotam como fundamental para preparar crianças e adolescentes para a vida adulta e o casamento. Estima-se que 140 milhões de mulheres tenham sido submetidas a este tipo de mutilação.

    Utilizamos a Matemática 24 horas !!

    Sem perceber, todos matematizam. Até as plantas

    por Luiz Barco

    É crença comum que o Universo natural é regido por leis matemáticas e, na esteira da aceitação dessa crença, dois professores de matemática, Philip J. Davis e James A. Anderson, apresentaram um artigo na SIAM Review, onde concluem que o universo e tudo o que ele contém estão matematizando permanentemente. O anjo ou demônio matemático residiria em tudo e, por extensão, nos seres humanos, os quais, mesmo sem esforço consciente, estão matematizando quando seus corpos reagem a condições transitórias e procura um equilíbrio regulador.
    Uma semente, dizem os autores, está matemátizando quando produz pétalas com simetria sextúpla. Eles chamam essa matematização, que é inerente ao Universo, de inconsciente. Ela prossegue independentemente da nossa vontade, não pode ser evitada ou desligada. Não exige cérebro ou computador especial, força ou esforço intelectual. Em certo sentido, a flor ou o planeta são seus próprios computadores.
    Do outro lado distingue-se a Matemática consciente e esta parece estar ligada aos humanos e, possivelmente, a alguns animais superiores. Essa é a que chamamos em geral matemática, e pode ser adquirida em grande parte por treinamento especial. Está ligada a uma manifestação do consciente e, não raramente, une-se a uma linguagem simbólica e abstrata. Porém parece muito difícil estabelecer uma linha divisória entre a matemátização inconsciente e a consciente, visto que esta última surge muitas vezes de uma privilegiada leitura que algumas pessoas fazem da natureza e das reações das outras pessoas.
    Se é assim, a matemática aqui chamada consciente deveria ser fonte de prazer da descoberta associada à sensação esteticamente agradável de desenvolvimento. Então qual a razão da baixa eficiência dos programas de ensino-aprendizagem da matemática? Ou por que mesmo os usuários (engenheiros, físicos, economistas, geólogos...) mais treinados da matemática consciente parecem não tê-la incorporado, isto é, usam-na eficientemente, mas apenas no campo para o qual foram treinados?
    Parece claro que a matemática evoluiu na direção dos problemas que assimilou e resolveu; assim, ela será útil ao homem comum quando resolver os problemas de seu quotidiano. Isso me faz lembrar minha primeira experiência como professor de matemática, um quarto do século atrás, em uma pequena cidade de São Paulo. Quis ser original, fazendo com que uma das classes cumprisse um longo programa de Geometria quase que inteiramente fora da sala de aula sem.
    Sem o auxílio de teodolitos, ou qualquer outro aparelho sofisticado implantamos o projeto de uma praça que a Prefeitura havia solicitado ao departamento responsável do governo do Estado. Mas antes de entregarmos o trabalho, numa de nossas sessões de leitura e debate, descobrimos um curioso artigo relatando que os urbanistas holandeses, antes de projetar as obras que ocupariam os terrenos roubados ao mar, deixavam- nos abertos ao uso dos habitantes do lugar. Inconscientemente, eles marcavam no terreno o seus caminhos naturais, que os projetos acabavam respeitando.
    Fomos ao prefeito, mostramos o trabalho pronto, mas dissemos que não acreditávamos em sua funcionalidade, pois o projeto fora concebido longe dali. O prefeito aderiu às nossas ponderações: o terreno da praça foi aberto ao público, e durante meses as pessoas marcaram, sobre ele, seus caminhos naturais. Então os belos canteiros concebidos pelo arquiteto puderam ser colocados na praça, mas numa disposição completamente diferente, pois os caminhos entre eles não haviam nascido numa prancheta, a centenas de quilômetros dali.
    Essa operação criou, para aqueles estudantes, a necessidade de estudar problemas geométricos que transcendiam em muito os programas escolares - e eles o fizeram com gosto e eficiência. Creio mesmo que nunca uma classe daquele colégio havia estudado tanta geometria. E foi o desejo, um tanto atrevido, de substituir os programas clássicos pelo indisciplinado método de levantar e tentar resolver problemas de curiosidades matemáticas, o alicerce dessa experiência. Hoje, mais velho e experiente, mas ainda atrevido, não tenho nenhuma dúvida.

    Revista Superinteressante - Novembro de 1987

    Carnaval - Superinteressante

    Carnaval - Superinteressante

    terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

    Parque Botyra em Mogi das Cruzes

    Não são apenas os dias de sol intenso que têm atraído a população ao Parque Botyra Camorim Gatti. A recente revitalização do espaço tem, cada dia mais, chamado a atenção de mogianos e até de moradores de cidades vizinhas, que se deslocam apenas para utilizar os equipamentos disponíveis, como Academia para Terceira Idade, pista de caminhada e quadras esportivas. Na manhã de ontem, por exemplo, eram diversas as famílias que desfrutavam do espaço. Muitas delas, no entanto, admitiram terem começado a frequentar o local apenas após a reforma, entregue em janeiro deste ano.
    "O parque estava completamente abandonado, sendo que era, inclusive, frequentado por outro tipo de público. Hoje, a área recebeu essas melhorias e as famílias voltaram a utilizar o espaço. Agora, meu filho e eu decidimos vir toda a semana. Enquanto ele anda de skate e eu aproveito para ler livros na sombra das árvores", descreve o engenheiro químico Alvair de Oliveira, 39 anos.
    O operador de empilhadeira Wellington Rodrigues, 26 anos, também aproveitou o dia ensolarado para levar o filho e o sobrinho para passarem o dia no parque. "Isso não era possível fazer antes da reforma, já que esse lugar estava abandonado, completamente sujo e com equipamentos em péssima qualidade. Agora, sei que posso deixar as crianças brincando tranquilamente", aponta.
    Já o estudante Gabriel Alves, 16 anos, saiu de Ferraz de Vasconcelos para utilizar a pista de skate do local com os amigos. "Felizmente, agora temos um espaço adequado para essa prática. Em Ferraz, por exemplo, não há qualquer área semelhante. Portanto, apesar da distância, virei aqui todo final de semana para isso", ressalta.
    Não é somente em Ferraz, no entanto, que moradores cobram espaços semelhantes ao Parque Botyra. Mesmo em Mogi, a população também sente falta de áreas de lazer desse porte para atender famílias em bairros mais afastados. "Na região do Alto do Ipiranga, por exemplo, não temos nenhuma área de lazer como essa. Tenho certeza que equipamentos como esse beneficiariam inúmeras pessoas nos bairros mogianos", descreve a secretária Ana Maria Dias, 28 anos.
    Desde a inauguração do espaço reformado, a funcionária pública Elisângela Conceição, 36 anos, tem frequentado o local diariamente. "Venho, principalmente, para utilizar as máquinas da Academia da Terceira Idade. Sempre encontro esse local cheio e, por isso, acredito que a ideia poderia ser espalhada pela Cidade. Mas não apenas a academia e sim todo o complexo, já que consegue beneficiar ao mesmo tempo uma família inteira", frisa.

    O Diário de Mogi - Priscila Ribeiro